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Uma Aventura Petrolífera

A confusão está outra vez instalada, com a 14ª subida de preço dos combustíveis. Esta subida de preço voltou a relançar o debate e as dúvidas sobre a inflação dos preços. O Presidente da ANAREC – Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis, afirmou que não via razões para este aumento escandaloso dos preços, imputando a culpa à especulação, pois se o preço do barril de crude tinha subido, também houve uma forte desvalorização do dólar face ao euro. Do outro lado da barricada está a APETRO – Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas que desvaloriza, em nota de imprensa, este argumento da desvalorização do dólar face ao euro, dizendo que de 2002 a 2008 houve uma subida de 156% do preço do barril em euros (em 2002 um barril custava 26€ e em 2008 custa 66,6€). Nesta nota informativa pode-se ainda ler que a gasolina 95 “só” aumentou, no mesmo período de tempo, 60%. No Fórum TSF, um representante da APETRO explicou que os preços do barril são reflectidos no preço do...

E depois de Abril?

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É sempre com pompa e circunstância que o 25 de Abril é comemorado. É realmente uma data muito importante para Portugal, pois foi a partir desse dia que passamos a desfrutar da liberdade e da democracia. Mas e o que aconteceu nos tempos que se seguíram? Foram tempos de alegria e de paz? A História diz-nos que não. Os tempos que se seguíram à Revolução de Abril foram tudo menos pacíficos. Desde saneamentos a prisões compulsivas, sem culpa formada, passando pelas estatizações, tudo foi permitido em nome da Liberdade e da Democracia. Datas como o 28 de Setembro de 74, 11 de Março e 25 de Novembro de 75 comprovam bem da instabilidade desses tempos. Estes tempos de instabilidade eram motivados pela existência de duas tendências com visões distintas de sociedade. Uma, composta por militares moderados (o grupo dos Nove), era defensora do modelo democratico-socializante de base parlamentar. A outra tendência era defensora da Revolução Socialista de base Popular, sob a égide militar. O confronto...

Tributo a um Herói do 25 de Abril

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O 25 de Abril faz hoje 34 anos. Neste dia gostaria de lembrar e prestar um singelo tributo àquele que considero como sendo o verdadeiro espírito de Abril. Este Herói nasceu a 1 de Julho de 1944 em Castelo de Vide. Em 1966, entra para a Escola Prática de Cavalaria de Santarém e em 1974 é ele que comanda a coluna de carros de combate que, vinda de Santarém, põe cerco aos ministérios no Terreiro do Paço. Foi ele que, já ao fim da tarde, obriga a rendição de Marcelo Caetano no Quartel do Carmo. Falo-vos do Capitão Fernando José Salgueiro Maia . Salgueiro Maia foi talvez o homem mais sério e mais honesto de todos os Capitães de Abril. Foi ele que talvez representou melhor o Espírito de Abril. Recusou todos os cargos de poder que lhe foram oferecidos. Das suas opções e opiniões políticas pouco se conhece. Era o verdadeiro Homem Novo, como dizia o também grandioso Zeca Afonso numa das suas letras. Justo, directo e sincero, Salgueiro Maia foi esquecido pela Democracia que ajudou a implement...