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Aventura do Estado

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Finalmente arranjei vontade e assunto para escrever no Aventuras. A minha participação no blogue colectivo Banco de Suplentes  retira muito do tempo que tenho para escrever e o Aventuras tem ficado para segundo plano. Hoje no entanto, achei por bem partilhar convosco as minhas ideias acerca do Estado e da sua configuração, numa altura e que se inicia a entrega dos IRS e paralelamente a discussão sobre que Estado deveremos financiar. Ao longo dos Séculos, o Estado teve muitas definições umas mais consensuais outras, nem tanto. O que vos trago hoje, não é uma dissertação filosófica acerca do mesmo, mas sim uma posição sobre a eterna discussão sobre que Estado devemos ter e quanto devemos pagar por ele. A propósito deste assunto, António Costa afirmou em entrevista à TSF " Baixar Impostos? A Prioridade são os Serviços Públicos, a Dívida e o Investimento". Não vou discutir a posição política do Governo e nem sequer a validade da afirmação. É uma discussão que n...

Uma Aventura pela Economia

Hoje gostaria de fazer um ponto de situação da economia economia em que hoje vivemos. Quero começar por dizer que compreendo o que leva um Governo a aliviar a carga pesada dos impostos que recaem sobre as empresas, falo no caso do IRC, esperançado que este alivio se traduza numa maior disponibilidade, por parte das empresas, para o investimento (condição essencial para a criação líquida de emprego), com o intuito de, desta forma, dinamizar uma economia estagnada e estrangulada, pelas medidas que foram sendo tomadas ao longo destes últimos anos. Se essa almofada, que entretanto se vai criar, é uma condição essencial para a criação de novos postos de trabalho, ela, no meu entender, não é suficiente por si só, para que tal aconteça. Um investimento só o é, quando existe uma perspectiva de rentabilidade, ou seja que se preveja que essas verba possa gerar mais-valias a quem investe. Numa empresa isto só acontece quando existe um aumento das vendas, que obriga a um aumento da prod...

BOM ALUNO, MÁ MATÉRIA

Dizem que a História é cíclica e que voltam sempre a acontecer as mesmas coisas em tempos diferentes. O estado em que nos encontramos hoje em Portugal é a prova viva disso e da nossa incapacidade de aprender com erros e com os excessos de voluntarismo bacoco. A primeira vez que fomos “bons alunos” a lição levou-nos à terciarização da nossa economia, com alterações profundas no nosso tecido produtivo. Entretanto, o PM da altura hoje já diz que tem de haver uma maior aposta no sector primário e secundário da economia!!! Nessa altura era ver entrar em Portugal rios de dinheiro para a “modernização” da nossa economia e do País. A nossa “aprendizagem” e a criação de um Mercado Comum permitiu aos alemães alavancarem a sua economia de base industrial e aos franceses beneficiarem de uma PAC (Politica Agrícola Comum) que lhes tem sustentado a agricultura. Hoje a “matéria” é outra mas a nossa postura é a mesma… Os países que mais beneficiaram com a criação deste modelo europeu e do mer...

A Crise é Fudida

Volto a este espaço depois de terem sido apresentadas as medidas de austeridade para o combate ao deficit. Ou seja, o Estado está sem dinheiro outra vez e mais uma vez temos de recuperar de uma crise, que curiosamente se seguiu a outra crise, esta por sua vez curiosamente antecedida por outra. NO entanto, esta última é a maior de todas as crises e para grandes males grandes remédios. Vai daí e os funcionários públicos ficaram sem 5% do vencimento... Mas não são todos... São só aqueles que recebem mais de 1500.00 (que segundo o DN são somente 475 mil???????). Depois o IVA aumenta para 23% (confessem lá... já tinham saudades de um bom aumento de IVA certo?). Ora eu pergunto-me será que é desta que os tugas vão perceber que para o Estado dar vai ter de receber? É que só é bom português quem ajuda na fuga aos impostos... Não? Então façamos um exercício simples... Quantos de nós vão beber um café e a venda é registada? Querem outro exemplo? Vão a um restaurante e a conta é feita numa folhin...

Tempos difíceis

Estes últimos tempos têm sido difíceis. Primeiro foi preço dos combustíveis, depois os suprime e agora a falência dos bancos... Estamos realmente a viver tempos inesperados. Lembram-se da terceira parte do filme ZeitGeist em que se acusavam os banqueiros mundiais de estarem por detrás de uma conspiração para tomarem o poder? Ora essa conspiração acabou de falir!!!!Inclusivamente uma das famílias citadas no filme, os Morgan, estão a tentar vender 40% da J.P. Morgan aos chineses. Estes tempos levam alguns a apontar o dedo ao capitalismo ou ao liberalismo capitalista e a dizer que a culpa é desse sistema que só visa o lucro e que não se preocupa com a condição humana. Outros vêm já sinais do fim do mundo, pois acreditam que as últimas intervenções estatais são piores que o demónio (estou a falar da intervenção para salvar a AIG). Ao longo da Administração Bush, tivemos um Governo que desregulamentou o mais que pôde os mercados, cortou nos impostos, cortou nos programas governamentais e au...

Porque votaria Obama se fosse Americano

Olá meus amigos. Estou de volta ao blog... Obrigado aos meus amigos que me mandaram comentários a desejar as melhoras, mas fundamentalmente obrigado pela vossa preocupação. Tendo estado de baixa, em casa, tenho acompanhado o que se passa no nosso país, mas também o que se passa no estrangeiro. Estou realmente preocupado com a crise entre a Geórgia e a Rússia. Estou realmente preocupado com o que se passa nos mercados financeiros e com as consequências dos últimos acontecimentos, a falência do Lehman Brothers Bank, a venda da Merril Lynch e a quase falência da AIG. Todas estas situações estão a deixar-me verdadeiramente preocupado. Também tenho acompanhado a Campanha Presidencial americana. Eu sou daqueles que acha que todos os cidadãos do mundo deveriam ter direito a votar no Presidante Americano, já que todas as suas decisões acabam por nos afectar invariavelmente, quer directa como indirectamente. Se eu fosse americano certamente seria um democrata... Eu que me considero um liberal s...

O Estado da Nação

Ouvi com muita atenção, ontem, o debate sobre o Estado da Nação. E fartei-me de rir... Então não é que TODOS os partidos aproveitaram o debate para fazerem campanha eleitoral? Com apelo ao voto (óbvio que não abertamente) e tudo. Foi de rir e chorar por mais. Uns diziam que o País está mal e que as únicas coisas boas que houveram nos últimos anos foram eles que fizeram ou que obrigaram o governo a fazer. Outros afirmaram que não são contra os investimentos são sim a favor das contas... Contas e mais Contas... e que (pasme-se) bastava uma folhinha A4 com algumas colunas para que eles estivessem a favor. O Governo por seu lado, tentava defender a sua dama o mais que podia e conseguia. Na minha opinião safou-se bem. Mas eu sou socialista e a minha opinião pode (e deve) ser tendênciosa. Duas últimas notas. Paulo Portas tem razão no que disse sobre o Governo. O governo exagerou nas expectativas optimistas sobre o estado da economia Global e nacional. Eu entendo porquê... Foi para dar um sin...

Em casa onde não há pão...

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Ando frustrado a pensar na vidinha e como esta crise me afecta no dia-a-dia. Os preços do combustível acabaram-me com o vício de andar de carro e os preços na loja estão cada vez mais elevados e já nem o Lidl se safa. É cada vez mais difícil fazer a economia doméstica. Antigamente, uma vez por outra ia jantar fora a um restaurante razoável, mas agora já nem isso posso. Quer dizer poder posso, mas não me atrevo a gastar dinheiro mal gasto em alturas como esta, pois o futuro é incerto. Para ver quando vem a retoma económica e as vacas a deixam de ser só pele e osso (com a aproximação do verão nem vai ser preciso fazer dietas relâmpago para caberem no biquíni) vou lendo uns jornais. Mas ainda fico mais deprimido. Uns dizem que a culpa é do governo e das suas políticas neoliberais e fascizantes. Outros porém argumentam que a crise é global e nos afecta mais ainda por não termos uma estrutura económica capaz de aguentar este impacto (o que quer que isto queira dizer...) e que a culpa é dos ...

Exercício de Economia para as mentes em crise

Hoje vou fazer um pequeno exercício de economia. Estamos em crise financeira. Isso é do conhecimento e aceite por todos. Na maioria das empresas, o estado das contas é tão lastimável que algumas tiveram mesmo de fechar portas. São as encomendas não vêm, os preços que aumentam por via dos custos dos combustíveis, as matérias-primas a aumentar de preço, etc.. Tudo isto fez aumentar a despesa e baixar a competitividade das nossas empresas. É como em nossa casa. Se o vencimento que auferimos mensalmente não chegar para as despesas o que fazemos? Ou cortamos nas despesas ou recorremos ao crédito. Se recorrermos ao crédito, agravamos a despesa, pois temos de pagar os custos desse crédito. Nesse mês o filho lembra-se de dizer ao pai: “ó velhote a vida tá a ficar mais cara, tens de me aumentar a mesada, que esta já não dá para comprar berlindes. E nesta situação aumentamos a mesada do nosso filho? Ou dizemos-lhe que tem de se aguentar com o que tem, porque o dinheiro não cresce nas ár...

Barreiro que Futuro? – Desafio 1 (Parte 3)

Como prometido aqui está a continuação dos dois artigos anteriores. Neste artigo desenvolvo o primeiro ponto dos desafios que deixei no artigo anterior, que pode ser consultado aqui , deixando algumas medidas que considero essenciais para o desenvolvimento do Barreiro. Este foi escrito antes de saber da possibilidade da Cidade do Cinema vir para o Barreiro. Pelo conteúdo abaixo, considero que este facto, a acontecer é uma vitória para o Concelho. Se de facto a actual Gestão Camarária conseguir este Projecto para a Cidade, serei o primeiro a dar os parabéns. Mas vamos ao que interessa: Desenvolver uma estratégia assente na recuperação e revitalização do tecido económico do concelho, aproveitando os novos investimentos do Governo e a localização geográfica privilegiada do Concelho. Esta é parte central de uma estratégia autárquica virada para o Século XXI. Hoje, a aposta exclusiva na política do betão está posta em causa, não só pelas questões ambientais que levanta, mas também p...

Barreiro que Futuro? – Parte 2 (Desafios do Futuro)

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Publico hoje o segundo artigo sobre o Futuro do Barreiro. Neste deixo algumas linhas gerais, que julgo serem aquelas que deverão orientar as futuras gestões da Câmara, de forma a tornar o concelho sustentável e dinâmico (na minha opinião), resultando numa maior qualidade de vida para os seus munícipes. Com os investimentos anunciados pelo Governo, quer no Barreiro quer no distrito de Setúbal, colocam-se novos desafios ao Concelho e este terá de dar uma resposta cabal da sua capacidade e do seu espírito de iniciativa. Estes investimentos, por si só, terão um impacto muito positivo na dinamização das forças económicas do concelho, permitindo certamente a sua revitalização. Mas se a atitude continuar a ser aquela que se registou até aqui, dificilmente o Barreiro voltará a ser um pólo de desenvolvimento económico como um dia já foi. É urgente desenvolver uma estratégia, que enquadre devidamente estes investimentos, assente na sustentabilidade económica, na melhoria da atractividade e n...

Lei Laboral em 10 perguntinhas!

Interrompo aqui o tema da alimentação para falar de trabalho. Vão ser aprovadas brevemente um conjunto de alterações ao Código do Trabalho. Como seria de esperar, todos os partidos e sindicatos estão contra. PCP, BE e CGTP (mais conhecida como o braço armado do PCP) dizem que estas alterações vêm retirar direitos adquiridos desde o 25 de Abril, aos trabalhadores, temendo que após a aprovação comece a vigorar um regime de escravatura e de maior precariedade do Emprego. O PSD ficou-se pela pretensa falta de Coerência do PS e Bagão Felix afirmou que o PS foi ainda mais longe do que ele tinha ido. Irei debruçar-me sobre estas alterações numa série de posts, quando o código for aprovado. Para já gostaria de deixar algumas perguntas no ar: 1ª Pergunta - Se existe o Princípio de Trabalho Igual Salário Igual, como é possível ser-se contra a Avaliação de Desempenho? Haverá outra maneira de avaliar o trabalho desenvolvido? 2ª Pergunta - Gostaria de saber qual a opinião dos sindicatos sobre as...

Hoje falamos de Alimentação

Se a semana passada me debrucei sobre o preço dos combustíveis, hoje gostaria de falar sobre o aumento de preço dos bens alimentares, tais como o arroz e os cereais. Segundo a revista The Economist, nos últimos tempos os preços do arroz e do trigo aumentaram vertiginosamente, 141% e 77% respectivamente. No que diz respeito ao Trigo, os grandes responsáveis do aumento são a China e a Índia, pois com o crescimento económico que vêm evidenciando permitiu que grande parte destas populações deixasse de ter uma dieta baseada em arroz e passasse a consumir carne. Só para que tenham uma ideia, em 1985 os chineses consumiam em média 20 kg de carne e em 2007 consumiram cerca de 50 kg. Ora se tivermos em conta que são necessários 8 kg de cereais para produzir 1 kg de carne. Outro grande responsável pelo aumento do preço dos cereais foi o petróleo. Com o aumento dos preços dos combustíveis muitos governos passaram a incentivar, financeiramente, a produção de etanol ou biodiesel através do milho ou...